A Casa Velha Nampula foi fundada em 1995, com iniciativa de acolher, profissionalizar jovens em diversas áreas artísticas com vista a criar um meio de ocupação e auto sustentabilidade.Inicialmente a Casa Velha trabalhou como um grupo cultural no recinto do Museu nacional de etnologia de Nampula.
Pelo tempo e pelas experiências, assim como pelo aumento de número de associações/ grupos culturais colaboradores da mesma, ela tende à rede regional de grupos culturais comunitários
Actualmente abrange as seguintes artes culturais: (- música tradicional e moderna, canto e dança, teatro (profissional, comunitário, palhaço, fantoche e animação de rua), acrobacia, malabarismo, capuera, artes plásticas e visuais.
Para lém das actividades artisticas a Casa Velha-Nampula presta serviços de: -formação ás organizações, associações e grupos interassados em materias de associativismo e liderança, mobilização comunitário, tradução de linguas Português e Emakua, recolha de dados de qualquer materia de interesse artistico e cultural, faz também apoio psicosocial a crianças, idosos afectados em distintos desastres naturais e artificiais, assim como a promoção de educação cívica e publicidade de diversos temas.
A Casa Velha – Nampula sendo uma delegação Provincial autonoma de uma associação do âmbito nacional com a sede na capital do país, ela desenvolve a sua identidade guiando-se no seguinte:
Visão
Uma sociedade Moçambicana na região norte, onde artistas e grupos culturais práticam a sua arte com liberdade e rendimento e onde o governo e a população convive e colabora com uma rede de artistas e grupos culturais, reconhecendo o valor da arte e cultura para o desenvolvimento e a identidade nacional.
Missão
A Casa Velha sendo uma associação de artistas e rede regional de grupos culturais, pretende restaurar, inovar, promover e divulgar actividades artísticas e culturais, através de actuações em espectáculos, exposições, organizando workshops de formação á membros, parceiros e outros grupos culturais comunitários, realizando pesquisa de danças e ritmos assim como educação cívica ás comunidades.
Valores
A Casa Velha – Nampula guia-se pelo respeito mútuo, confiança e união entre os seus membros, parceiros e a comunidade em geral;
Ela abraça a liberdade individual, colectiva e o princípio de igualdade, sem descriminação de raça, sexo, crenças religiosas, filiçãopartidária, orientação sexual, origem e situação económica para garantir a livre expressão;
Assenta-se numa gestão séria e honesta á fim de criar uma associação tranparente e que inspira confiança;
Fortalece-se pela participação activa de mulheres e homens em todas vertentes nas suas acções;
Motiva-se pela voluntariedade dos seus membros e simpatizantes que assumem com responsabilidade as actividades para garantir a sua missão.
No âmbito da abordagem do género relacionado ao HIV/Sida a Casa Velha Nampula faz sensibilização as comunidades sobre diversos instrumentos legais vigentes no país:
- Lei da família,
- Direitos da Mulher (em proposta)
- Direitos Humanos,
- Violência domestica
Em relação a boa governação, para alem de uso da arte (musica, teatro, canto e dança) como meio de incentivo para fazer esforços de melhorar o desempenho do governo e das diversas instituições de prestação de serviços a sociedade e seu envolvimento activo na governação, a Casa Velha Nampula oferece formações à associações, comités/lideres comunitários e grupos em matérias de:
Associativismo e liderança,
Cidadania e Municipalização,
Organigrama da associação
Desde Junho de 2007, a Casa Velha funciona sem coordenador que cessou as funções por motivos de morte.
Esperando a eleição deste, ela funciona sub coordenação interina duma comissão de programa constituída por 05 membros:
- Agy Arnaldo Padre (oficial de programas – representante da comissão)
- Lígia M.C. Pinoca. (Responsável de recurso Material – representante de núcleo de género)
- Anifa de Sousa (Oficial de informação)
- Geraldo C. Manera. (Promotor de solidariedade – representante da área teatral)
-João Sualehe Afito (Responsável de recurso Humano – representante da área de
Coreografia)
Para alem desta, funciona também com um gestor financeiro:
- Dinis Magalhães Rajah.
- Issufo Giwa - Técnico de Informática e Operador de Câmara.
Areas artisticas e extra- artisticas que a Casa Velha oferece para prestacao de servicos aos interessados, para criar formas de auto-sustentabilidade da mesma .
- Traducao – macua para Portugues e vice-versa
- Animacao de programas
- Facilidacao de eventos comunitarios em materias de HIV/SIDA, genero, meio ambiente Direitos humanos, boa governacao
-Formacao em coreografia /bailados, Dramatulgia e encenacao de pecas teatrais, Circo e fabrico de instrumentos musicais tradicionais
- Educacao Civica de diversos temas * sobre problemas que assolam as diferentes Comunidades *
- Moderacao/ formacao em asociativismo e lideranca, gestao e organicao de grupos e/ou associacoes
-Organizacao de eventos Culturais
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